Martínez e Chaparro, uma só ideia

Comentários sobre as opiniões convergentes dos textos de Carlos Chaparro em “Ideias para um novo jornalismo impresso” e Tomás Eloy Martínez em “Crônica e reportagem: em busca de um jornalismo para o século XXI”.

1. Novo paradigma para a reestruturação do jornalismo impresso:

Martínez argumenta que os leitores não querem ler no jornal impresso o que já sabem pela televisão ou pela internet. Diante disso, aconselha aos jornalistas a escrevem sobre a vida real, sobre as “pessoas de carne e osso afetadas pelos ventos da realidade”. Lembra também que, os jornalistas hoje, são precisam mais obedecer à regra da pirâmide invertida, é preciso mudar.

Chaparro defende em seu texto que o jornalismo impresso deve ser apresentado ao leitor como uma mescla entre a informação e opinião do jornalista, com o novo narrar e argumentar, com na reinvenção de uma forma (não somente estrutural) mais eficaz, para reter a atenção do autor com uma história relevante, sobre o mundo não noticiado.

 2. Veracidade nos fatos

Martínez conta que os leitores preferem os fatos reais, não os inventados. Os jornalistas devem apresentar seus com fidelidade aos fatos. “O jornalista é, antes de tudo, uma testemunha: cuidadoso, tenaz, incorruptível, apaixonado pela verdade, mas apenas uma testemunha. Seu poder moral resiste, justamente, em que se situa “distante” dos fatos – mostrando-os, revelando-os, denunciando-os – sem aceitar ser ‘parte’ dos fatos.”

Chaparro diz que trabalho do jornalista é narrar e argumentar. “Com informação e opinião, sempre, mas em combinações estratégicas, de tal forma que, na narração, às ideias sirvam para dar evidência e clareza à relevância dos fatos, enquanto na argumentação se utiliza a estratégia oposta: os fatos servem para dar sustentação, força, clareza e sentido às ideias”.  E para que essa harmonia estre os textos e os fatos sejam reais, é necessária a veracidade dos fatos.

 3. Relevância da pauta e estrutura do texto

Martínez acredita que mesmo com o texto somente informativo, os jornalistas devem utilizar todos os recursos necessários para “chamar a atenção do leitor e tornar a notícia mais viva”. Os textos disponíveis nos jornais devem ser, de acordo com o que realmente aconteceu, bem escrito e com o máximo de detalhes que podermos apurar. Conclui que as notícias devem prender os leitores ao texto, devem hipnotizá-los. Devem ser criados relatos memoráveis.

Chaparro apresenta que, o que interessa aos leitores são notícias sobre os conflitos da atualidade. De acordo com Otto Groth, as ações da natureza e da vontade humana, em forma de fatos e acontecimentos que desorganizam, reorganizam, ou podem desorganizar ou reorganizar o que está posto no mundo presente das pessoas. Resumindo, “quanto maior o potencial desorganizador ou reorganizador do acontecimento, maior a importância e a complexidade da notícia.” Os jornalistas devem repensar e recriar as formas de uso da linguagem jornalística para que esse relato da atualidade encante seus leitores. E principalmente, os jornalistas precisam escrever bem.

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