Geração Miojo I

Já não bastam mais as gerações Baby Boomer, X, Y, Z… agora temos os adolescentes que compõem a Geração Miojo, o público pós-internet e imerso nas novas tecnologias e novas mídias; público que tem pressa, mas ainda sabe aonde vai. A Geração Miojo faz usos instantâneos e constantes. Pensa rápido demais e consome uma avalanche de informações que pouco é processada e digerida.

Tem-se nesse público uma indigestão de conhecimento superficial. Pasmem! Nem a música os prendem mais. É o que diz o estudo feito pelo Spotify. Os dados apontam que 25% de todas as músicas são puladas nos primeiros cinco segundos. Cerca de 33% das canções são ouvidas por apenas trinta segundos, e metade de todas as músicas são puladas em algum momento antes de acabar.

song-skipping

Esse tipo de pesquisa já não assusta mais, afinal, são músicas que estão disponíveis a qualquer momento e em todo lugar. Ou será que eles têm mais tempo que os “adultos” e por isso podem deixar tudo para depois? Talvez seja esse o “motivo da desmotivação” em ouvir uma música inteira. Mais tarde, amanhã ou daqui a anos ela vai continuar audível em algum ciberespaço. Não é mais aquele disco raro, que a qualquer momento pode arranhar ou quebrar… Não é mais! O que é ainda mais preocupante nisso tudo é o que essa geração do instantâneo está fazendo com o conteúdo que encontra na internet. É a geração de leitores de títulos. Até que ponto a informação online está sendo apreendida e absorvida? Ela serve para a vida de uma forma sistemática? O que de válido eles estão compartilhando?

Fato é que essa distração já não é mais defeito da Geração Miojo. Os adultos que tiveram de se adaptar às inovações tecnológicas e que não tiveram como fugir desse mundo programado também estão nesse rol dos desatentos. Já não é tão fácil manter o foco e conseguir se concentrar em uma determinada atividade, como ouvir música, por exemplo. Ou será que ainda estamos ouvindo aquele disco e todas aquelas faixas online?

O escritor Nicholas Carr culpa exclusivamente a internet por tamanha distração e incapacidade de dar continuidade às atividades online. Em seu livro “O que a internet está fazendo com os nossos cérebros – A geração superficial”, Carr diz que esse efeito distrativo forma uma espécie de cérebro malabarista, cambiante, onde no momento em que estamos online, conectados, passamos a habitar um ambiente que promove uma leitura desatenciosa e descuidada, o que provoca o pensamento apressado e um aprendizado superficial. “A navegação na web exige uma forma particularmente intensa de multitarefas mentais. Além de inundar nossa memória de trabalho [memória de rápido acesso e curta duração]”. A internet é por si só um ambiente desenhado para dividir a atenção.

A verdade é que estamos em um mundo miojo, de pessoas “miojitizadas”. Mundo apressado e pragmático. Pulam-se constantemente as etapas. Queremos o trabalho miojo, o estudo miojo, o conhecimento miojo, sempre feito em três minutos, pronto para ser consumido, e isso nos devora. A tendência é que essa tendência não tenha mais volta. Cada dia estamos mais imergidos, navegando por um mar de oportunidades, fonte de conhecimento que não é bem aproveitado. O imediatismo da geração miojitizada está formando uma sociedade que daqui a uns dias não vai mais ter tempo para nada. Vai comer o miojo cru.

Via Blogmidia8! http://blogmidia8.com/2014/05/o-imediatismo-da-geracao-miojo-para-quem-nao-perde-tempo-com-nada.html

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