A febre da socialização da internet

Os espaços virtuais se transformaram em verdadeiros “cercados” onde os usuários são quase obrigados a pertencer a uma rede social. Independente do serviço prestado ou da estrutura do site, é quase impossível não encontrar um hiperlink que permita a criação de um perfil, um acesso exclusivo para usuários ou a personalização de uma página de acordo com as proposições de quem a acessa. Quem navega todos os dias sabe que a constante petição de identidade ou mesmo de ideologia, configurou o modo de acesso às informações não apenas por questões de segurança, mas, sobretudo com o intuito de fidelizar, criar barreiras de contenção para a saída de membros, e não estranhe o leitor, para conferir ao mercado virtual a possibilidade de um contato mais íntimo.

As lojas virtuais utilizam-se das mídias sociais por convenção, pelo baixo custo de manutenção e possibilidade de veicular suas propagandas com maior ímpeto entre os clientes. No entanto, existe sempre a possibilidade que o usuário se transforme em cliente, obtenha uma conta e possa transitar no próprio portal comercial, como seria possível bater papo nos corredores de um shopping. Inteligentemente, o Google foi o primeiro dos gigantes a perceber que o usuário deveria utilizar vários de seus serviços com um mesmo login. De certa forma, carregar um vídeo no YouTube, comprar livros eletrônicos no Google Play e ainda bater papo com os amigos no Google Plus. É uma ilustração perfeita desta socialização que não abrange somente as ditas mídias sociais.

Outro grande exemplo são as plataformas de autopublicação ou, usando o termo em inglês self-publishing. Os autores publicam suas obras em versões eletrônicas ou impressas, que são distribuídas em livrarias online pelo mundo afora. E todo este processo não pode se tornar concreto se o autor não possuir, além de sua página de usuário, um perfil onde os leitores poderão adquirir informações sobre a vida do escritor predileto. E esta socialização nas plataformas de autopublicação (um grande exemplo é a Amazon) podem ser feitas em várias linguagens e abranger vários países onde o autor deseja que seu livro seja comercializado. Numa clara demonstração de quebra de barreiras, um autor brasileiro pode ter um perfil em idioma francês.

Desde fazer upload de um vídeo até blogar, o usuário está sempre deparado com a possibilidade de formar uma nova cópia de sua identidade no espaço virtual. Este processo não deve e não pode ser julgado agora. As possibilidades e fraquezas desta socialização desenfreada em que o sujeito se torna onipresente e ocupante de espaços impossíveis de serem acessados ao mesmo tempo devem ser analisadas por estudiosos da sociedade e também por aqueles que se dedicam dia após dia a desvendar os mistérios do culto virtual: nós.

Via Blog Midia8! http://blogmidia8.com/2014/03/febre-da-socializacao-da-internet.html

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