Vivendo o cinza da vida

Quais são seus sonhos? Ser feliz? Ser rico? Ser amado? Se sentir bem consigo mesmo? Tudo isso junto e muito mais? Ótimo, você está no caminho certo. Você já sabe o que quer e tomará as melhores decisões para que suas escolhas te levem ao destino desejado. Na verdade, se você sabe o que quer não precisa continuar lendo esse post. Pode ir fazer mais do que te faz feliz e tudo aquilo que te faz sentir realizado. Mas, se você é como eu, que não tem noção do seu propósito, esse post é pra você. Quer dizer, pra mim.

Há meses estou nesse confronto. O que eu quero? O que me faz feliz? O que tenho que fazer pra me sentir sincera/segura comigo mesma? Dúvidas e mais dúvidas se reproduzem em minha cabeça. Todo minuto, um novo objetivo, um novo plano, um novo rumo, uma nova dúvida, uma nova indecisão, um novo objetivo, um novo plano, um novo rumo, uma nova dúvida e assim permaneço em loop.

Não nasci em berço de ouro e como muitos tenho que trocar horas de trabalho por contas pagas. Uma rotina sem fim de frustrações. Como se os minutos virassem horas magicamente, as horas tornassem dias, os dias virassem anos e eu presa no hoje. Vivendo o cinza da vida. Uma vida resumida em espera de ônibus, engarrafamento, sentar numa cadeira de frente ao computador, mais espera de ônibus, engarrafamento e aquela vontade enorme de não fazer algo e ir dormir. Acordar, e passar por tudo isso novamente. E de novo, em loop.

Não tô querendo dizer que queria uma vida fácil. Sei que muito se consegue com trabalho e dedicação e que uma vida fácil, as vezes, não é o melhor caminho. Mas, sinceramente, não precisava ser tão difícil saber o que eu quero fazer da vida. Onde eu quero estar daqui a 5 anos. O que sei até agora é que a pirâmide de Maslow mudou. Agora tem muito mais obstáculos e subcategorias. Veja só!

O primeiro ponto é ter acesso ao básico para sobreviver, como ter uma casa onde dormir e comida pra comer. Básico! E é pra isso que saímos todo dia de casa, passamos mais de 10 horas na rua, pra chegar toda noite às 19h, ver uma hora de seriado e ir dormir porque você está cansado demais pra aproveitar seu tempo “ocioso”.

O segundo degrau é a segurança. ESTABILIDADE é a chave. A busca eterna por um lugar confortável. E confortável não quer dizer se acomodar. Só quer dizer que você pode fazer o que gosta e ficar seguro com essa escolha. Já deu pra perceber que estamos presos no primeiro ponto não é?!

Pois então, vamos ao terceiro degrau: necessidades sociais. Reza a lenda que somos seres sociais. E realmente esses seres existem (eu mesma já vi alguns). Mas sério, quem da nossa geração gosta de interagir com pessoas, podendo interagir com celular e obter a mesma resposta? Talvez até seja um dos ponto negativos da evolução, quem sabe.
Quarto degrau. Autoestima. Coisa rara para quem é prisioneiro do primeiro degrau. Mas, a vida segue e você acaba deixando a autoestima pra depois. Afinal, ter comida na mesa é mais importante.

E chegamos ao último degrau. Só no texto mesmo. Na vida, ele é inatingível. Sabe por quê? Você já deve ter uma pista. Sim, nunca chegararemos ao último porque nunca estamos satisfeitos. Sempre queremos mais. PURA BESTEIRA. Inventaram essa desculpa pra nos fazer fazer trabalhar mais, e mesmo assim, não chegaríamos ao topo. E não adianta culpar o sistema, a culpa do seu fracasso é somente sua.

Toda essa conversinha chata, pra dizer que, você não precisa parar de viver as cores da vida pra tentar viver o cinza que a sociedade quer de você. Não precisa ficar desesperado porque todos os seus amigos estão bem “realizados” e você ainda não viu onde suas escolhas te levarão.

Meu conselho pra mim mesma é, aproveite o agora. Você não sabe se viverá o amanhã. Não sabe se estará vivo para curtir a aposentadoria. Então, porque se abster de viver para “tentar” assegurar um futuro tão cheio de incertezas e amarguras. Por isso, daqui a 5 anos, eu quero estar feliz. Olha só, um novo objetivo!

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